domingo, 23 de dezembro de 2012

Bahia ganha fábrica de derivados do coco




A partir de janeiro de 2013, o Grupo Aurantiaca, que está investindo R$ 200 milhões no município de Conde, inicia a produção de fibra de coco, cuja
utilização é diversificada, servindo desde ao segmento automotivo até petrolífero. O anúncio foi feito pelo presidente da empresa, Piet Henk Dörr, e pelo vice-presidente, Roberto Lessa, ao secretário estadual do Planejamento, José Sergio Gabrielli, nesta sexta-feira (21), durante encontro na secretaria.


Os executivos apresentaram as ações em curso para a construção da indústria do grupo, cuja obra está 85% concluída e que produzirá, além de fibra de coco, água de coco e óleo de coco. A Bahia é líder nacional em produção de coco e o Brasil ocupa a quarta posição no ranking mundial. No ano de 2010, o estado produziu mais de 500 milhões de frutos, gerando um volume superior a R$ 220 milhões e mais de 240 mil postos de trabalho.



A produção de coco é um assunto que vem merecendo atenção por parte do secretário do Planejamento. De acordo com Gabrielli, a Bahia é favorecida com condições ideais para o desenvolvimento dos coqueiros. “Temos terrenos arenosos na maior parte da faixa costeira e sol forte”. Ele sinaliza que essas condições físicas encontradas no estado representam uma potencialidade para que a comercialização do coco ocorra durante todo o ano. Dessa forma, possibilita que o agricultor mantenha um fluxo contínuo de faturamento no decorrer da vida produtiva do coqueiro. Dados do segmento revelam que a produção de coco no Brasil está em franco crescimento, com quase três milhões de toneladas por ano.




O município do Conde, onde estão sediadas as fazendas da Aurantiaca e onde está sendo construída, com recursos próprios, a fábrica, tem uma área de mais de 15 mil hectares plantados com coco. Esse território é maior do que a área plantada em estados como Pernambuco, Alagoas, Paraíba, Espírito Santo e Rio de Janeiro.

Melhorias para os produtores


Com a chegada da indústria, as perspectivas são de melhorias para os produtores de coco. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 90% dos que atuam nesse segmento no Brasil têm um perfil de agricultores familiares, com propriedades de até 50 hectares.

Conforme Gabrielli, a expectativa é de que o consumo de água de coco no mercado brasileiro salte de 1,4% para 5%, atingindo a marca de 500 milhões de litros. “Com o aumento contínuo do consumo da água de coco, esse é um mercado bastante promissor, competindo, inclusive, com as bebidas do tipo isotônicas, o que significa que a instalação de uma indústria na Bahia que faça o total aproveitamento do fruto gera uma vantagem competitiva, além da possibilidade de adensar a cadeia de cosméticos e até do petróleo”.



O vice-presidente da Aurantiaca destacou que o coco tem outros produtos derivados que também se revelam favoráveis à saúde e à beleza. “Entre eles, o óleo de coco, que é utilizado como suplemento alimentar, com efeitos importantes na melhoria do bom colesterol e na redução da gordura abdominal”. Ele informou que o óleo de coco tem ação anti-inflamatória, protege o coração e regula o funcionamento da tireóide.




Na indústria de cosméticos, o óleo de coco aparece como ingrediente de produtos que proporcionam brilho, equilíbrio e maciez ao cabelo danificado. No que se refere à pele, é usado em formulações de produtos de massagem corporal e hidratante. “Além disso, tem sido considerado um dos produtos capazes de retardar o processo de envelhecimento e flacidez da pele”, declarou Roberto Lessa, que disse ainda que o óleo de coco pode ser utilizado no tratamento de psoríases, dermatites e eczema.





Fonte: Secom/BA


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